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Fiat suspende as vendas ao Irã

A Fiat anuncia que em entra em vigor imediatamente a determinação para todas as suas subsidiárias não comercializarem produtos ou componentes que tenham como destino final o Irã, a marca faz o anúncio em apoio aos esforços internacionais para uma solução diplomática com relação a esse país.

A Fiat afirma ainda que todas as suas filiais que mantinham relações comerciais com entidades iranianas sempre conduziram suas empresas em conformidade com todas as normas, leis e regulamentos, incluindo os das Nações Unidas.

O grupo United Against Nuclear Iran que se trata de um grupo lobista baseado em Nova York afirmou que a decisão da Fiat poderá influenciar outras empresas do ramo a seguir o mesmo caminho. “Congratulamo-nos com este anúncio e estamos satisfeitos que a subsidiária Iveco não vai mais vender caminhões para o regime iraniano, que os tem usado para transportar mísseis balísticos e executar terríveis execuções públicas”, disse o grupo em uma declaração por escrito.

Mais empresas devem seguir por esse caminho, principalmente a Peugeot e a Nissan, que são atores importantes na indústria automobilística persa. A Fiat porém afirma que as vendas da Iveco ao Irã não eram significativas e os contratos firmados anteriormente serão cumpridos.

Por Julio Cesar / Fonte: Nasdaq.com

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23 comentários

  1. brunocarros

    28 de maio de 2012 at 12:18

    “Congratulamo-nos com este anúncio e estamos satisfeitos que a subsidiária Iveco não vai mais vender caminhões para o regime iraniano, que os tem usado para transportar mísseis balísticos e executar terríveis execuções públicas”
    Indiretamente salvará a vida de pelo menos 100 pessoas nos próximos dias!

    • Pedro_Rocha

      28 de maio de 2012 at 15:00

      E talvez de algumas dezenas de milhares se esse esforço colaborar contra uma guerra entre eles e Israel.

  2. Vando

    28 de maio de 2012 at 12:28

    Mais uma gerra à vista, como sempre os seres humanos dando exemplo de civilidade.

  3. CarlosPrado

    28 de maio de 2012 at 12:45

    Parabéns pela iniciativa Fiat!
    Que as outras a sigam!
    O mundo tem de estar unido contra estas ameaças destes malucos descabeceados…

  4. contra bomba atomica

    28 de maio de 2012 at 13:30

    como vai ficar sem petroleo do irã?

  5. Romuloatm

    28 de maio de 2012 at 13:37

    parabéns FIAT.

  6. Sigma7

    28 de maio de 2012 at 14:11

    Sei não hein, está mais para desculpa esfarrapada para a Fiat sair do mercado iraniano com pose.

    • Paulo_Freire

      28 de maio de 2012 at 15:13

      Ela não vai sair, só suspender operações.

  7. Luan

    28 de maio de 2012 at 15:09

    Os USA e Russia pode ter 25 mil Bombas nucleares Juntas, mas o Irã quem nem afirma que está construindo uma não pode nem cogitar….
    Eita medo em USA, esses países que os USA querem impor seu Imperialismo não pode nem ter chance de se defender…Imagine se o Iraque possuísse mísseis nucleares, os USA pensaria 2 vezes antes de invadi-lo…

  8. Landrutt

    28 de maio de 2012 at 15:21

    Parabéns à Fiat, o Irã dos aiatolás deveria ser varrido do mapa. Digo dos aiatolás, porque sem eles o país, belíssimo por sinal, voltaria a ser um das sociedades mais desenvolvidas do Oriente Médio, como foi até a Revolução de 1979. A corja religiosa assumiu o poder, transformou a vida de milhões de pessoas em um inferno, destruiu grande parte da história da Pérsia que não estava relacionada com o islamismo e passou a perseguir cristãos, judeus, zoroastras, os "infiéis" azeris e árabes que viviam no país.
    A título de curiosidade, o Afeganistão também era um dos mais cosmopolitas países da região. Tal qual no Irã, a população de Cabul vivia em condições muito boas, as mulheres não usavam sequer um pano na cabeça, existiam escolas e universidades de qualidade, acessíveis à todos, muitas delas ensinavam em francês e inglês, era tudo limpo e bem desenvolvido, sendo a capital afegã destino de férias para europeus que desejavam um local "exótico" mas com toda a infraestrutura presente nas cidades europeias. Hoje vemos como está.

    • Brazuca

      28 de maio de 2012 at 20:09

      PUTZ QUANTA ASNEIRA!

      Se o Irã e o Afeganistão fossem países tão bons, por que então ocorreu a revolução?

      • Landrutt

        28 de maio de 2012 at 23:26

        ASNEIRA?

        Vai estudar e procurar compreender o que acontece com o mundo fora do teu quintal. Eu nem deveria me referir a um troll "anônimo", mas como não me dá trabalho nenhum dissertar sobre o tema, vou te mostrar os motivos pelos quais a "revolução" ocorreu.
        O Afeganistão vivia em relativa prosperidade até o final da década de 70, especialmente nas grandes cidades, Cabul, Mazar-e-Sharif, Kandahar, entre outras. Mas o país envolveu-se em um conflito com a União Soviética e foi ocupado pelos russos até 1996, vivendo uma guerra civil travada entre os ocupantes e os líderes tribais, que se uniram para formar o Talibã. Neste ano, a milícia fundamentalista conseguiu expulsar os russos do país e passou a controlar tudo e todos. Os mais abastados que ainda continuavam no país fugiram para o Paquistão ou outros países próximos, completando a leva migratória que se iniciou com a saída da elite urbana, de número considerável na época e muito sofisticada e secularizada(ou seja, sem seguir os preceitos religiosos islâmicos mais radicais), e só sobrou apenas os extremamente empobrecidos por causa de anos de guerra civil e aqueles que não tinham condições de ir embora, seja por não ter pra onde ir no exterior, seja por não falar Urdu, entre outras razões.
        No caso do Irã, com a revolução islâmica de 1979, além da imposição da Sharia a todos os habitantes, houve a perseguição de todos os "infiéis", que na época eram praticamente todos os iranianos, mesmo os muçulmanos, já que eles sempre foram bem maleáveis com relação ao aspecto religioso. Inclusive ouve a expulsão da família real do país neste ano. Embora o Irã não seja um país extremamente pobre, como é o Afeganistão DE HOJE, isso se deve muito mais ao fato de a população detentora da riqueza do país na época da revolução ter sido impedida de deixar a nação. Se não fosse isso, correria o risco de estar na mesma miséria que o Afeganistão.

        Fui claro?

        • Brazuca

          29 de maio de 2012 at 7:26

          Amigo, o povo passava FOME. Revoluções não acontecem à toa.

          Em primeiro lugar, o Afeganistão tornou-se um país socialista em 1976, quando ocorreu uma revolução que derrubou o rei daquele país. O Afeganistão de então já era uma das nações mais pobres do mundo, só havia eletricidade no entorno da capital e no centro de algumas grandes cidades. Desde esse golpe de estado, os EUA financiaram muitas guerrilhas anticomunistas, o que impediu o novo governo de impôr mudanças.

          Em 1979, os soviéticos invadiram o país, e então começou uma guerra civil que destruiu o pouco que havia. Os soviéticos deixaram o país em 1989 (e não em 1996, como dizes), e deixaram o país de bandeja para o Taliban.

          No Irã era a mesma coisa, o país tinha ruas limpas, prédios bonitos, mas o povo era miserável. Mesmo terrível e opressor, o governo dos aiatolás conseguiu tirar muitos iranianos da miséria, por isso ele tem considerável apoio popular e não cai, embora a falta de liberdade leve a protestos frequentes.

  9. EevaBeeva

    28 de maio de 2012 at 17:01

    Quem lê sabe e confirmo tudo o que você relatou. Infelizmente muitos que opinam, só sabem ler gibis.

  10. AmmmmmP

    28 de maio de 2012 at 17:12

    Sem dizer aquele professor brasileiro que sumiu depois de sair na Veja o seu livro que explicava com detalhes desconcertantes a novíssima buemba ianque muitíssimo mais potente que a bigboy de outrora…

    Por isso que é tão bom ser ninguém nessas horas…

  11. Montain Lion

    28 de maio de 2012 at 19:11

    Saída rápida pela Direita!!!

  12. Eduardo M.

    28 de maio de 2012 at 19:57

    Eita, a FIAT pagando pau pros EUA! É uma babação mesmo.
    Desculpa esfarrapada por não conseguir mais competir com os carros iranianos naquele país.
    Prá ganhar 100 mil dólares de lucro a Fiat precisa vender 100 carros ao Irã, enquanto no Brasil basta vender 8.
    Os carros iranianos são muuuito mais baratos que no resto do mundo, daí a desvantagem em vender lá.
    Faz muito tempo que a FIAT paga prá vender seus carros lá no Irã, mas agora tem uma desculpa prá sair de lá.
    Quero ver se a FIAT faz o mesmo com Israel, que admite ter centenas de bombas e ameaça o mundo inteiro.

  13. Brazuca

    28 de maio de 2012 at 20:13

    O Irã importa poucos carros, tratores e caminhões, a maioria é produzido lá mesmo, e se as montadoras saem, as fábricas vão continuar lá produzindo, mas agora como estatais. Ou seja, é só as montadoras que tomam o prejuízo da saída (o governo iraniano não permite a saída de maquinário industrial do país).

    Nada mais é que um golpe de marketing barato da FIAT, que nunca foi forte por lá.

  14. Brazuca

    28 de maio de 2012 at 20:25

    Corria o ano de 1951. O Irã era um país democrático. O país tentava recuperar-se do fato de seus poços de petróleo terem sido literalmente dados por governantes anteriores aos ingleses e aos americanos. O povo elegeu como primeiro-ministro o nacionalista Mohammed Mossadegh com mais de 70% dos votos.

    A primeira ação do premier Mossadegh foi nacionalizar o petróleo de seu país. Então, em 1953, recebendo apoio total e explícito britânico e americano, o Xá destituiu Mossadegh e o colocou na prisão. Mossadegh foi colocado na solitária por três anos, e depois ficou em prisão domiciliar até morrer em 1967.

    Enquanto isso, o xá instituiu uma ditadura ferrenha, muito pior que o regime atual. Ele entregava seu país de mão beijada aos ocidentais, que em troca forneciam-lhe sustentação total e o ajudavam a esmagar a dissidência.

    • Brazuca

      28 de maio de 2012 at 20:35

      Enquanto isso, um novo heroi surgia para libertar o Irã do atraso, da opressão e da miséria. Esse heroi era uma espécie de Messias iraniano, que iria fazer seu país se erguer novamente como uma potência onde o povo viveria feliz sob as regras religiosas que ele mesmo imporia. Seu nome era Ruhollah Khomeini.

      Na pobreza, a população se torna muito religiosa, e as religiões são distorcidas conforme manda a política. Basta ver as guerrilhas cristãs da África: Jesus nunca exterminaria povoados, estupraria todas as moças antes de matá-las e converteria seus filhos em soldados. Mas os pastores guerreiros africanos fazem isso, completamente ao contrário do que Jesus ensinou.

      E assim, esse "messias" conseguiu derrubar o xá e trouxe um regime novo ao Irã. Mas não teria tempo de desenvolver sua nação: o Iraque de Saddam Hussein, instigado tanto pelos EUA quanto pela URSS, declarou guerra ao Irã. Tanto os EUA quanto a URSS deram o armamento ao Iraque na quantia em que este conseguisse usar. Parte desse armamento, inclusive armas de destruição em massa de fabricação americana, foi usado contra os curdos iraquianos num intento de "purificar o sangue" da nação iraquiana.

      A guerra terminou em 1988, os iranianos venceram, mas sofreram danos terríveis.

      • Brazuca

        29 de maio de 2012 at 9:10

        Agora, como é que os EUA, que fizeram tanto mal a essa nação, querem que ela seja aliada? O Irã vê a si mesmo como cercado de inimigos: em um cenário desses, a construção de armas nucleares é questão de sobrevivência.

  15. zeuslinux

    28 de maio de 2012 at 20:55

    Os americanos, se souberem, vão dar ordem para a Fiat vender para o Irã. Afinal, os americanos estão doidos para jogar BOMBAS no Irã… :-)

  16. Trophy_RS

    29 de maio de 2012 at 0:46

    Penso que os FIAT são ideais para o Irã…

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